GUIA COMPLETO DE LUBRIFICAÇÃO INDUSTRIAL – PARTE 2

Suba na pirâmide para o nível estratégico da manutenção e ocupe uma posição de maior destaque no mercado.
No nível estratégico, ao invés de saber fazer tudo, você precisa se preocupar mais com o retorno estratégico, ou seja, o que realmente gera valor para a empresa.

Um programa de lubrificação bem-sucedido gera impacto financeiro positivo para a empresa: pode-se economizar aproximadamente 10% em custos de manutenção, uma quantia substancial para a maioria das fábricas.
Quer gerar valor para a empresa? Então segue a parte 2 do Guia Completo de Lubrificação Industrial.
LUBRIFICAÇÃO DE ROLAMENTOS

LUBRIFICAÇÃO A ÓLEO:
- Adequado a operações de alta velocidade;
- Adequado a trabalhos em temperaturas extremamente baixas ou altas;
- O óleo pode trabalhar como refrigerante;
- Remoção de contaminantes ao ser filtrado.
LUBRIFICAÇÃO A GRAXA:
- Menor dispêndio mecânico para conter o lubrificante;
- Selagem;
- Isolamento;
- Adesividade;
- Lubrificação instantânea;
- Resistente a cargas, choque e a temperaturas.
LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

- Rolamentos selados utilizam de 20 a 30% de graxa;
- Graxa em excesso aumenta o atrito causando aumento de temperatura;
- Rolamentos em movimentos só exigem uma pequena quantidade de graxa para relubrificação;
- Com o rolamento em movimento, a graxa é empurrada para o lado, deixando um fino filme entre a pista e o elemento girante.
- A frequência de lubrificação em mancais de rolamentos depende de uma série de fatores como temperatura operacional, velocidade de rotação e carga suportada, além do tipo de graxa.
LUBRIFICAÇÃO DE ENGRENAGENS
Os lubrificantes para engrenagens devem ter viscosidade, características anti-espumantes, resistência à oxidação, proteção antidesgaste (EP), demulsibilidade e proteção contra corrosão.
Os fatores que influenciam a lubrificação das engrenagens fechadas são o tipo de engrenagem, a rotação do pinhão, grau de redução, temperatura operacional, potência, natureza da carga, tipo de acionamento, métodos de aplicação e contaminação.
Nas engrenagens abertas, os fatores que influenciam a lubrificação são a temperatura operacional, o método de aplicação, as condições ambientais e o material da engrenagem.
LUBRIFICAÇÃO DE SISTEMAS HIDRÁULICOS
As principais características dos óleos hidráulicos são:
- Viscosidade
- Tendência a formação de espuma
- Estabilidade térmica e a oxidação
- Proteção antidesgaste
- Demulsibilidade
- Filtrabilidade
- Proteção contra corrosão
LUBRIFICAÇÃO DE COMPRESSORES
As principais características dos óleos para compressores de pistão ou alternativo são:
- Viscosidade
- Resistência à oxidação
- Proteção antidesgaste
- Proteção contra corrosão
- Demulsibilidade
Óleos para compressores alternativos em sistemas frigoríficos deve ter:
- Boa fluidez a baixas temperaturas
- Baixa separação de parafina (floculação)
- Compatibilidade com materiais do sistema: elastômeros, plásticos e isolantes.
Óleos para compressores parafuso ou rotativo precisam ter:
- Propriedades anticorrossivas
- Característica antiespumante
- Rápida liberação de ar
ARMAZENAGEM E MANUSEIO DOS LUBRIFICANTES
CONTAMINANTES MAIS COMUNS:
- Água
- Impurezas sólidas
- Produtos contaminantes
- Misturas acidentais de óleos
- Temperaturas extremas
ARMAZENAGEM IDEAL
- Ambiente coberto e ventilado
- Longe de fontes de contaminação
- Piso deve ser firme e não deve absorver vazamentos
- Recomenda-se o uso de pallets, racks ou ripas de madeira
ARMAZENAGEM EM LOCAIS ABERTOS
Em locais abertos, deve-se fazer uso de material impermeável para tampar tambores ou baldes.
Quando em posição vertical, o tambor deve permanecer inclinado.
Quando em posição horizontal, os tambores devem estar sobre ripas de madeira evitando contato com o solo.
RECIPIENTES DE DISTRIBUIÇÃO E ACESSÓRIOS
- Limpos
- Protegidos contra contaminantes externos
- Lavados com solvente volátil
- Limpos com panos que não deixam fiapos
- Identificados
- De materiais resistentes à corrosão e sem pintura interna
TRABALHANDO COM SEGURANÇA
Para manter a integridade dos colaboradores e ambiente de trabalho, devem ser usados equipamentos de proteção individual para manuseio de lubrificantes, assim como fazer a correta movimentação dos lubrificantes.
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Fonte: Curso Shell de Lubrificação
